Standard da Raça

Bulldog Campeiro


Classificação F.C.I.
Grupo: Raça não reconhecida pela F.C.I.
Secção:
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Padrão F.C.I. nº: CBKC 08
País de Origem: Brasil
País Patrono: ----
Nome no País de Origem: Buldogue Campeiro

UTILIZAÇÃO: eram usados para capturar o gado selvagem, participando de tropeadas, sempre capturando o boi fujão. Participavam nos matadouros, sempre segurando o boi bravo quando necessário. São cães de grande versatilidade, possuindo características de guardião e de combatente bastante equilibradas. São cães seleccionados na lida, guardando a casa do tropeiro como também a carreta e o seu cavalo, onde jamais alguém chegava se houvesse um Buldogue deitado observando. Além disso, ainda servem de pastor e para derrubar um boi desgarrado. Conviviam em matilhas, respeitando a vontade de seus donos, que era de que não brigassem entre si.

APARÊNCIA GERAL: cão de constituição potente e larga, indicando força e agilidade. Formato corporal quase quadrado. Membros vigorosos, musculosos, com ossos fortes. Cabeça volumosa e peito amplo. Aspecto imponente. Visto de cima, deve ser largo nos ombros e comparativamente estreito no lombo.

COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO: versátil, com características de guardião. Destaca-se pela fidelidade ao dono, tenacidade e coragem. Seu temperamento é vigilante e tranquilo, perseverante, com acentuado espírito de luta e companheirismo. Muito dócil com crianças; é um cão de fácil adaptação. Controlável, não tímido, late pouco, é tranquilo.

PROPORÇÕES IMPORTANTES: a altura na cernelha deve ser, preferencialmente, igual ao comprimento medido da cernelha até a inserção da cauda.

CABEÇA: volumosa com boas bochechas; larga com fortes maxilares e com pele solta sem excesso de rugas. A medida da circunferência da cabeça fica, no mínimo, na mesma proporção da altura e do comprimento para as fêmeas e obrigatoriamente maior nos machos.

REGIÃO CRANIANA:
Crânio: bastante largo, alto e levemente arredondado, com forte musculatura. Visto de frente, forma uma linha recta entre as orelhas, quando em atenção.
Stop: bem definido.

REGIÃO FACIAL:
Focinho: curto, com no máximo 1/3 e no mínimo 1/5 do comprimento do crânio. Largo em baixo dos olhos; grosso com as linhas laterais paralelas até a ponta da trufa; o mais quadrado possível quando visto de cima.
Trufa: bem formada, de bom tamanho e bem pigmentada.
Orelhas: pequenas, pendentes, triangulares; também são aceitas as viradas para trás (em rosa), de inserção alta, o mais separadas possível entre si. Quando dobradas levemente no sentido dos olhos, o comprimento não pode ultrapassar o canto interno do globo ocular.
Olhos: ovalados, de tamanho médio, não podendo ser profundos, nem saltados.
Preferencialmente com as pálpebras bem pigmentadas. A coloração dos olhos, o mais escuro possível, indo do castanho ao marrom escuro, nos exemplares com a trufa escura. Nos exemplares de trufa ruiva, são aceitas as tonalidades mais claras, castanho claro (cor de mel). Deve-se evitar olhos caídos com aspecto de “chorão”.
Lábios: grossos e pendentes sem demasia, não devendo ultrapassar a linha inferior do maxilar em mais de 50% da altura do focinho em toda a sua extensão. A rima labial deve ser o mais pigmentada possível.
Mordedura: prognatismo inferior, sendo que este não deve exceder 3 cm.
Maxilares: largos, maciços e quadrados. O inferior deve avançar além do superior e elevar-se no extremo da mandíbula.
Dentes: fortes com os caninos bem desenvolvidos para agarrar e bem distanciados entre si. Dá-se preferência aos incisivos bem alinhados aos caninos. Dentes inferiores aparentes são aceitáveis. A dentição deve ser a mais completa possível. Tolera-se caninos aparentes, dentes a mais e falta dos P1.
Mordedura: prognatismo inferior, sendo que este não deve exceder 3 cm.

PESCOÇO: forte, de comprimento moderado, muito musculoso e de circunferência aproximada a do crânio, com pele frouxa que forma barbela a qual não deve ser excessiva.

TRONCO:
Dorso: moderadamente curto, recto, com linha ascendente levemente inclinada até à garupa.
Peito: de amplitude notável, quase redondo, sendo que a profundidade deve alcançar a altura dos cotovelos.
Costelas: bem arqueadas.
Ventre: ligeiramente esgalgado.
Garupa: levemente arredondada.

CAUDA: inserida baixa, grossa na raiz, de comprimento moderado e de linha inconstante; quebrada naturalmente. Dá-se preferência a cauda que não exceda em comprimento, em dois terços, a distância da inserção da cauda à ponta do jarrete.

MEMBROS ANTERIORES: vigorosos e musculosos, com ossos fortes.
Ombros: largos, musculosos e oblíquos. Em relação à horizontal deve ter 45° enquanto que a angulação escapulo-umeral deve ter menos de 90°.
Cotovelos: ligeiramente afastados das costelas, são correctamente direccionados para a frente, em uma linha vertical medida dos cotovelos até o solo, proporcionalmente a altura.
Antebraços: bem desenvolvidos e com ossos fortes e retos.
Metacarpos: moderadamente angulados.
Patas: são ligeiramente voltadas para fora com dedos levemente separados e um pouco arqueado.

MEMBROS POSTERIORES: vigorosos, musculosos, com ossos fortes.
Coxas: bem desenvolvidas, que indicam vigor e actividade.
Jarretes: levemente angulados, paralelos.
Patas: são ligeiramente voltadas para fora com dedos levemente separados e arqueados; com almofadas plantares grossas e elásticas.

MOVIMENTAÇÃO: com caminhar balanceado, mantém a cabeça na linha do dorso e a cauda baixa. Seu movimento é típico; o balanço do corpo deve ser perceptível na garupa e nas costelas, enquanto caminha, mantém a traseira nivelada mas não firme. Seu galope é rápido, com grande propulsão.

PELAGEM:
Pêlo: curto, liso, de textura média, não sendo nem macio e nem áspero ao toque.
Cor: todas as cores são aceites.

TAMANHO/ PESO:
Altura: Ideal para machos: 53 cm, para fêmeas: 51 cm
Peso: machos: de 35 kg a 45 kg / fêmeas: de 30 kg a 40 kg.