Standard da Raça

Cão de Montanha dos Pirenéus


Classificação F.C.I.
Grupo: 2 - Cães de tipo Pinscher e Schnauzer, Molossóides e Cães de Montanha, e Boieiros Suiços
Secção: 2
2.2
- Molossóides
- Tipo Montanha
Padrão F.C.I. nº: 137
País de Origem: França
País Patrono: ----
Nome no País de Origem: Chien de Montagne des Pyrénées

UTILIZAÇÃO: cão de guarda de rebanho.

APARÊNCIA GERAL: cão de tamanho grande, imponente e fortemente constituído, mas não sem uma certa elegância.

PROPORÇÕES IMPORTANTES:
• a largura máxima do crânio é igual ao seu comprimento.
• o focinho é ligeiramente mais curto do que o crânio.
• o comprimento do corpo, da ponta do ombro à ponta da nádega, é ligeiramente superior à altura do cão na cernelha.
• a altura do peito é igual à metade da altura na cernelha ou ligeiramente inferior.

COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO: utilizado para assegurar, sozinho, a protecção do rebanho contra os ataques dos predadores, sua selecção foi feita baseada nas suas aptidões para a guarda e dissuasão, e seu apego ao rebanho. As principais qualidades consequentemente são a força e a agilidade, como também a meiguice e o apego aos que são protegidos por ele. Esse cão de guarda tem uma propensão à independência e um senso de iniciativa que exigem da parte de seu dono uma certa autoridade.

CABEÇA: não muito forte em relação ao tamanho do cão. Suas laterais são bastante planas.

REGIÃO CRANIANA:
Crânio: a largura máxima do crânio é igual ao seu comprimento. Ele é ligeiramente abobadado pêlo fato de a crista sagital ser perceptível ao toque. A protuberância occipital sendo aparente, faz com que o crânio, em sua parte posterior tenha a forma ogival. As arcadas sobreciliares não são marcadas; o sulco mediano é apenas perceptível ao toque entre os olhos.
Stop: em ligeiro declive.

REGIÃO FACIAL:
Trufa: inteiramente preta.
Focinho: largo, ligeiramente mais curto do que o crânio, diminuindo progressivamente para sua extremidade. Visto por cima, ele tem a forma de um “V” com a ponta truncada. Ele é bem cheio debaixo dos olhos.
Lábios: pouco caídos e cobrindo exactamente o maxilar inferior. São pretos ou fortemente manchados de preto, assim como o palato.
Maxilares / Dentes: a dentição deve ser completa, os dentes saudáveis e brancos.
Mordedura em tesoura (os incisivos superiores encobrindo os inferiores sem perder contacto); a mordedura em torquês é admitida assim como os dois incisivos centrais inferiores projectados para a frente.
Olhos: mais para pequenos, amendoados, ligeiramente oblíquos, de expressão inteligente, contemplativos e de cor marrom âmbar. As pálpebras não são jamais frouxas e possuem as bordas pretas. O olhar é meigo e sonhador.
Orelhas: inseridas na altura dos olhos; bastante pequenas, de forma triangular e arredondadas nas extremidades. Elas caem rectas contra a cabeça e são portadas um pouco mais altas quando o cão está atento.

PESCOÇO: forte, curto, com barbelas pouco desenvolvidas.

TRONCO: o comprimento do corpo da ponta do ombro à ponta da nádega é ligeiramente superior à altura do cão na cernelha. A altura do esterno ao solo é aproximadamente igual à metade da altura na cernelha, porém jamais inferior.
Linha superior: bem sustentada.
Cernelha: larga.
Dorso: de bom comprimento; sólido.
Lombo: de comprimento médio.
Garupa: ligeiramente oblíqua, com ancas bastante salientes.
Flancos: pouco descidos.
Peito: não muito descido, porém largo e profundo. Ele deve atingir o nível do cotovelo, não mais baixo. Sua altura é igual ou ligeiramente inferior à metade da altura do cão na cernelha. As costelas são ligeiramente arredondadas.

CAUDA: ela desce, no mínimo, até a ponta do jarrete. É espessa e forma um penacho. Portada baixa quando em repouso, com sua extremidade formando, de preferência, um gancho. Quando em atenção, ela se levanta sobre o dorso, arredondando fortemente, e somente sua extremidade toca o lombo (“fazendo a roda”, segundo a expressão usada pêlos montanheses dos Pireneus), quando em alerta.

MEMBROS ANTERIORES: aprumados, fortes.
Ombros: medianamente oblíquos.
Braços: musculosos, de tamanho médio.
Antebraços: retos, fortes e bem franjados.
Carpos: os punhos estão no prolongamento do antebraço.
Metacarpos: ligeiramente oblíquos.
Patas: pouco alongadas, compactas, com os dedos um pouco arqueados.

MEMBROS POSTERIORES: apresentam franjas mais longas e mais densas do que os anteriores.
Vistos por trás, eles são perpendiculares ao solo.
Coxas: bem musculosas, não muito longas, medianamente oblíquas e redondas.
Joelhos: de angulação mediana no eixo do corpo.
Pernas: de comprimento médio e forte.
Jarretes: largos, secos, de angulação média.
Patas: pouco alongadas, compactas, com os dedos ligeiramente arqueados.
Ergôs: cada um dos membros posteriores apresenta ergôs duplos e bem constituídos. Os membros anteriores apresentam, às vezes, ergôs simples ou duplos.

MOVIMENTAÇÃO: a movimentação do cão da montanha dos Pireneus é possante e fácil, jamais pesada. O movimento é mais amplo do que rápido, com uma certa flexibilidade e elegância. As angulações desse cão lhe permitem uma movimentação firme.

PELE: espessa e flexível; ela apresenta muitas vezes manchas pigmentadas sobre todo o corpo.

PELAGEM:
Pêlo: denso, liso, bastante longo e flexível, bastante áspero sobre os ombros e no dorso, mais longo na cauda e ao redor do pescoço onde ele pode ondular ligeiramente. O pêlo do culote é mais fino, mais lanoso e muito denso. O subpêlo é igualmente denso.
Cor: branca ou branca com manchas de aparência cinza (pêlo de texugo ou de lobo), ou amarelo claro ou laranja na cabeça, nas orelhas, na raiz da cauda e às vezes sobre o corpo. As manchas texugo são as mais apreciadas.

TAMANHO: machos de 70 a 80 cm / fêmeas de 65 a 75 cm. Uma tolerância de 2 cm acima é admitida para os exemplares perfeitamente típicos.