Standard da Raça

Cão de Pastor dos Pirinéus de Face Rasa


Classificação F.C.I.
Grupo: 1 - Cães de Pastor e Boieiros
(excepto Boieiros Suíços)
Secção: 1
- Cães de Pastor
Padrão F.C.I. nº: 138
País de Origem: França
País Patrono: ----
Nome no País de Origem: Berger des Pyrénées à Face Rase

UTILIZAÇÃO: actualmente o uso desta raça é de vigiar rebanhos de cordeiros e inclusive de vacas, apesar de que também pode ser encontrado como animal de companhia.

APARÊNCIA GERAL: no conjunto tem as mesmas características do pastor dos Pireneus de Pêlo Longo, diferenciando-se deste seu parente mais próximo somente pelo fato de terem o corpo um pouco menor e a pelagem curta na face. É um canino resistente, que suporta satisfatoriamente as mudanças climáticas.

TEMPERAMENTO/ COMPORTAMENTO: esta variedade é menos nervosa e mais tratável que o pastor dos Pireneus de Pêlos Longos, sendo menos desconfiado com estranhos e demonstrando muita alegria e vivacidade.

REGIÃO CRANIANA:
Cabeça: sua cabeça é revestida com pêlos curtos e finos (por isso seu nome face rasa).
Crânio: moderadamente desenvolvido, quase plano, com um sulco sagital sutilmente definido, arredondando-se harmoniosamente nas laterais, apresenta uma protuberância occipital pouco pronunciada.
A região frontal está ligada ao focinho numa inclinação suave. Seu formato geral é triangular e lembra a cabeça de um urso marrom.
Stop: não aparente.

REGIÃO FACIAL:
Olhos: as pálpebras são debruadas de preto, qualquer que seja a cor da pelagem, acolhem olhos expressivos, bem abertos e de cor marrom escuro. Os olhos são inseridos faceando com o plano da pele. Olhos esgazeados ou manchado de outras cores são admitidos nos exemplares de cor arlequim ou cinza-ardósia quando são quase sempre uma característica.
Focinho: recto, mais para curto, deixando existir a predominância do crânio sobre o focinho, fino sem ser exagerado e cuneiforme. O pêlo do focinho será detalhado no item pelagem.
Trufa: preta
Lábios: pouco espessos, recobrem perfeitamente a mandíbula e não apresentam qualquer comissura aparente. As mucosas dos lábios e do palato são pretas ou fortemente marcadas de preto.
Dentes/ Mordedura: as presas são fortes, a dentadura deve ser completa. Os dentes da maxila encobrem os da mandíbula mantendo contacto com eles. A mordedura em torquês é admitida.
Orelhas: padrão não comenta.

PESCOÇO: preferivelmente longo, muito musculado bem engastado nos ombros.

TRONCO:
Dorso: muito longo embora firme.
Lombo: curto e ligeiramente arqueado; ele parece um tanto mais que a pelagem do cão e frequentemente mais guarnecido que os posteriores e a garupa.
Garupa: preferencialmente de corrida e muito oblíqua.
Peito: moderadamente desenvolvido, raramente profundo até o nível dos cotovelos. As costelas são ligeiramente arredondadas.
Costelas: padrão não comenta.
Ventre: flancos pouco profundos.

MEMBROS ANTERIORES: membros secos, vigorosos, franjados.
Ombros: muito longos, moderadamente inclinados, a ponta da escápula ultrapassando nitidamente a linha do dorso.
Braços: padrão não comenta.
Cotovelos: padrão não comenta.
Antebraços: padrão não comenta.
Carpos: articulação pronunciada.
Metacarpos: padrão não comenta.
Patas: As patas são ambas mais compactas e mais arqueadas que as patas do pastor dos Pirenéus de pêlos longos.

MEMBROS POSTERIORES: as angulações são muito fechadas. Os exemplares de pêlos de comprimento médio têm os membros desprovidos de franjas.
Coxas: bem desenvolvida, mas pouco descida.
Joelhos: padrão não comenta.
Pernas: padrão não comenta.
Metatarsos: os membros posteriores podem ou não ter ergôs simples ou duplos. Sendo uma característica antiga das raças pastoreias, os exemplares portadores de ergôs devem ser preferidos.
Jarretes: secos, curtos, bem angulados e às vezes um pouco fechados, principalmente nos exemplares nascidos e criados na montanha.
Patas: As patas são ambas mais compactas e mais arqueadas que as patas do pastor dos Pireneus de pêlos longos.

MOVIMENTAÇÃO: a passo, o pastor dos Pireneus faz, uma andadura muito reduzida; os exemplares que fazem o passo de camelo não serão penalizados, mas é uma andadura empregada principalmente pelos cães de trabalho no objectivo de alongar o passo para seguir a cadência das ovelhas, ou utilizado no fim de jornada, quando a fadiga se faz sentir, movimentação a passo de camelo não tem sentido numa pista de exposições. O trote, andadura preferida de nosso pequeno pastor, deve ser franca e vigorosa; no trote curto a cabeça é portada um pouco alta; no trote longo, a cabeça permanece na linha de dorso; as patas jamais trabalham elevando-se do solo, a andadura é corrida, rente ao solo. A andadura correta e agradável de ser vista é executada por harmonia das angulações do ombro e dos posteriores.

PELE: fina, frequentemente marmorizada com manchas escuras, sendo da mesma cor da pelagem.

PELAGEM:
Pêlo: sua cabeça é revestida com pêlos curtos e finos.
Os pêlos no tronco são semi-longos ou mais curtos, com seu comprimento máximo de 6 a 7 cm atrás da cernelha, e de 4 a 5 cm no meio da linha superior
Os pêlos dos membros são rasos com uma ligeira franja nos anteriores e culotes nos posteriores.
Cor: as cores permitidas são o arlequim preto, tigrado e fulvo de várias nuanças com ou sem mescla de pelos pretos e, algumas vezes, algumas marcas brancas. As pelagens de cor cinza não são muito comuns.

TAMANHO: a altura na cernelha varia, nos machos, entre 40 e 54 cm. Nas fêmeas varia entre 40 e 52 cm.