Standard da Raça

Cão Lobo de Saarloos


Classificação F.C.I.
Grupo: 1 - Cães de Pastor e Boieiros
(excepto Boieiros Suíços)
Secção: 1
- Cães de Pastor
Padrão F.C.I. nº: 311
País de Origem: Holanda
País Patrono: ----
Nome no País de Origem: Saarloos Wolfhond

UTILIZAÇÃO: não foi criado com qualquer objectivo para uma utilização particular. Ele possui qualidades que lhe permitam ser um companheiro fiel e confiável e um cão de casa.

APARÊNCIA GERAL: é um cão robusto, de pelagem e estrutura rústicas, que são reminiscências do lobo. Embora a ossatura de seção oval seja robusta, deve ser rústica. Sua construção é harmoniosa, os membros são longos sem que o cão pareça pernalta. Há uma diferença bem pronunciada das características secundárias entre machos e fêmeas.

TEMPERAMENTO/ COMPORTAMENTO: cão inteligente, cuidadoso e vigilante tem um bom olfacto e é encantador e afeiçoado. É paciente com as crianças da família, ladrando raramente, e as cadelas têm o cio apenas uma vez por ano. São cães realmente sociáveis, mas não convivem bem com outros cães e crianças estranhas.
É um cão esperto, que explode energia, com evidência de ser um carácter independente. Ele obedece apenas a sua livre vontade, não sendo submisso.
Em relação a seu dono ele é devotado e com alto grau de confiabilidade. Em relação a estranhos é reservado e um tanto desconfiado, demonstrando tendência de serem cautelosos com novas situações e estranhos, mas se os primeiros contactos forem bem conduzidos esta raça aceita-os com normalidade.
Sua reserva e proximidade com os lobos e sua vontade de fugir em situações inusitadas é típica do Lupóide de Saarloos e deve ser mantida como qualidade típica da raça. Quando estranhos se aproximam do Lupóide de Saarloos, eles deveria ter algum conhecimento sobre o comportamento desse cão, pela sua reserva e vontade de fugir, qualidades atávicas que traz como bagagem. Uma aproximação forçada por um estranho pode resultar num irresistível desejo de fugir. A eliminação dessa tendência, por exemplo, através da supressão da liberdade num cão mantido numa guia, pode fazer seu comportamento parecer nervoso.

PROPORÇÕES: o Lupóide de Saarloos é mais longo do que alto. A relação crânio/focinho é de 1 : 1.

REGIÃO CRANIANA:
Cabeça: deve conferir uma impressão semelhante ao lobo e seu tamanho deve ser de medidas proporcionais ao tronco. Vista de cima e de perfil a cabeça é cuneiforme. A linha do focinho ao bem desenvolvido arco zigomático é bem característica. Em conjunto com uma silhueta correta e a posição dos olhos, essa linha confere a aparência semelhante a do lobo desejada.
Crânio: largo e plano. Deve-se ter cautela contra o exagero com relação à largura, uma vez que afecta o formato cuneiforme. O occipital e a cavidade onde descansa o globo ocular não devem ser perceptíveis. As arcadas superciliares devem emergir do crânio numa linha fluente.
Stop: leve

REGIÃO FACIAL:
Olhos: de tamanho médio, amendoados e ligeiramente inclinados, preferencialmente amarelos. A expressão é alerta e ao mesmo tempo preservada.
Focinho: cana nasal recta.
Trufa: bem pigmentada.
Lábios: bem fechados e ajustados, não pendentes.
Bochechas: padrão não comenta.
Mordedura: maxilas bem desenvolvidas dentes fortes, dentadura completa, mordedura em tesoura. Os maxilares não podem ser rústicos pois desfigurariam o aspecto típico lupóide. Mandíbula não evidenciada.
Orelhas: portadas erguidas, de tamanho médio, base larga, ligeiramente inclinadas e extremidades pontiagudas, são carnudas e bem guarnecida de pêlos na face interna.

PESCOÇO: seco, musculado e de inserção suave no tronco.

TRONCO:
Linha superior: padrão não comenta.
Cernelha: padrão não comenta.
Dorso: recto e forte.
Lombo: robusto e musculado.
Garupa: moderadamente estreita e inclinada.
Peito: largo com sua profundidade de peito não ultrapassando o nível dos cotovelos.
Costelas: bem arqueadas.
Ventre: padrão não comenta.

CAUDA: inserção baixa e portada em sabre quando em repouso e não apresenta muito movimento. Em movimento pode portar a cauda em posição vertical, bem como quando demonstra comportamento dominante.

MEMBROS ANTERIORES: membros bem encaixados e retos.
Ombros: padrão não comenta.
Braços: padrão não comenta.
Cotovelos: padrão não comenta.
Antebraços: padrão não comenta.
Carpos: padrão não comenta.
Metacarpos: longos, escápula inclinada e bem articulada.
Patas: uma ligeira inclinação para fora é aceitável.

MEMBROS POSTERIORES: membros bem articulados, robustos e musculados, podendo ter um ligeiro jarrete de vaca.
Coxas: padrão não comenta.
Joelhos: padrão não comenta.
Pernas: padrão não comenta.
Metatarsos: elásticos.
Jarretes: de vaca, ligeiro.
Patas: ligeiramente ovais, dígitos bem fechados e ligeiramente arqueados e almofadas firmes e elásticas.

MOVIMENTAÇÃO: leve, maleável e flexível, mas cautelosa de maneira que uma rápida mudança de velocidade seja possível. A movimentação é muito típica e parece com a do lobo.

PELAGEM:
Pêlo: pelagem rústica, dupla com subpêlos lanosos e densos. A pelagem externa é firme e forma um nítido colar em torno do pescoço.
Cor: do claro ao escuro, chamada cinza lobeiro, com nuanças marrons do tipo selvagem, chamada de marrom-madeira e um tom claro de creme para o branco. Outras cores não são permitidas. Os exemplares cinza-lobeiro têm trufas pretas, os exemplares marrom-madeira têm trufas fígado e os cães brancos, preferencialmente, trufas pretas, embora cor-de-carne, nessa variedade de pelagem, seja permitida.

TAMANHO: a altura na cernelha, nos machos, varia entre 65 e 75 cm. Nas fêmeas, varia entre 60 e 70 cm.